[RESENHA] Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir

Oi, Pessoal, tudo bem?

Fazia tempo que não tinha resenha, no Blog Livros e Andanças, de algum Romance de Época. Então, a resenha de hoje será muito especial, pois vou falar de Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir, o terceiro e último livro da série Os Números do Amor, da escritora Sarah Maclean.


Em Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir, vamos embarcar na história da ousada, obstinada e inteligente Juliana Fiori, a meia-irmã italiana de Gabriel e Nick, que aparece no primeiro livro da série e rouba a cena com o jeito espontâneo e nada afetado. Dessa vez, vamos conhecer mais da personagem e do seu envolvimento com o reservado e temido Duque de Leighton, que não admite nenhum escândalo e que nada manche o seu título.

A arrogância do Duque de Leighton acaba incomodando a impulsiva Juliana, que o desafia e decide provar para ele que qualquer pessoa pode ser tentada a deixar as regras sociais e máscara de perfeição de lado em nome de uma irresistível e arrebatadora paixão. Logo, esses dois obstinados personagens travarão um duro embate nesse jogo de paixão e reputação.

Esse foi o primeiro romance de época que li nessas férias e confesso que estava com saudade dos seus enredos cheios de paixões impossíveis e títulos ameaçados pelo escândalo. Estava com mais saudade ainda dessa família, que para mim formam uma das melhores séries que já li.

Juliana Fiori é tudo o que uma perfeita dama inglesa não é, mas que gostaria de ser. Destemida, impulsiva e obstinada, além de ter um maravilhoso sotaque italiano, Juliana é uma personagem cativante desde a primeira página. Cheia de personalidade, ela consegue se impor em uma sociedade que ainda não reconhece o papel ativo da mulher e não deixa a sua presença passar em branco, ainda que isso cause um verdadeiro escândalo.
“Eu quero a sua versão de vida... Vibrante, emocional, bagunçada, maravilhosa e cheia de felicidade. Mas não posso tê-la sem você.”
Ainda que Juliana pareça ser forte 24 horas por dia, nesse livro, vamos conhecer uma mulher com as suas vulnerabilidades. E, nesse caso, a maior cicatriz que Srta. Fiori carrega é a herança da sua mãe e do abandono que dela sofreu. Juliana teme ser tão fria e insensível quanto a sua mãe e expõe seus temores sobre isso em boa parte do livro. Foi justamente isso que me deixou um pouco incomodada, pois ela não conseguia enxergar o quão grandiosa era e duvida muito do seu valor.

Acho que Juliana Fiori é, realmente, uma das personagens mais ousadas na série, mas isso não faz dela uma personagem vulgar. Nada disso! Isso só demonstra como ela é autêntica e como ela faz uso do seu charme, mesmo quando não sabe que o está utilizando.

Um dos pontos mais positivos do livro está na relação entre Juliana e o seu irmão Gabriel, que está sempre pronto para socorrê-la, não sem antes oferecer um grande sermão, é claro. Gabriel se mostra um irmão presente, que sofre, que se orgulha e que, acima de tudo, ama a irmã. A relação entre eles é verossímil e encantadora, ainda que ambos tenham os seus momentos explosivos e sarcásticos.
“Não estou dizendo que deva se casar, Juliana. Pelo contrário, se preferir uma vida sem casamento, Deus sabe que você tem dinheiro suficiente para vivê-la. Mas tem que se perguntar como acha que a sua vida deve ser.”
Enquanto isso, temos o Duque de Leigthon na outra ponta da relação. O personagem, na verdade, se chama Simon e isso me deixou temerosa. Toda vida que leio um Romance de Época e o protagonista se chama Simon, o resultado não é bom. Hahahaha. Mas, dessa vez, isso não aconteceu.
Ele interpreta muito bem o papel que lhe atribuem. Reservado, seco, calado e com um grande senso de responsabilidade. Simon Pearson defende a sua família com unhas e dentes, afastando assim todos aqueles que possam representar algum escândalo. Contudo, ele não consegue afastar Juliana e, por conseguinte, o que ela faz com que ele sinta.

O desenvolvimento da trama trabalhou muito bem a forma como o sentimento em relação à Juliana vai crescendo. Isso mesmo, ele vai crescendo, pois ele já existe desde o primeiro livro e vamos acompanhando isso no terceiro volume. É perceptível como ele vai se tornando mais vivo e menos impassível, ao longo das páginas, à medida que interage com Juliana e com sua forma intensa de viver. Ele se torna mais doce também, nos momentos certos.

Uma das coisas que mais gostei, no crescimento do Duque, foi o fato de que vamos desconstruindo a sua imagem perfeita e vamos percebendo como ele é humano. Conhecemos os seus erros e a sua “redenção” não o torna alguém puro, mas um homem que aprende com os seus erros e que trabalha continuamente para recuperar o respeito e admiração daqueles que ele magoou.

Ao longo do livro, foi possível rever todos os importantes personagens da série e todos os desdobramentos dos seus relacionamentos, o que torna a escrita da Sarah MacLean ainda mais incrível, pois ela consegue unir uma escrita impecável e coerente com muita criatividade. Com toda certeza, essa é uma série que vai me deixar com muita saudade.
“Eu estou aqui. De joelhos. Mas não em nome da paixão. Estou aqui em nome do amor.”

Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir é o último livro da série Os Números do Amor e nos mostra que a paixão sem amor não é capaz de transformar as pessoas e ultrapassar os obstáculos do destino. O Amor? Esse sim é capaz de nos fazer renascer e perceber que não podemos deixar os outros definirem quem nós realmente somos.  

Classificação: 5 estrelas

0 comentários:

Deixe seu comentário