XII Bienal Internacional do Livro do Ceará


Oi, Pessoal, tudo bem?

A postagem de hoje será muito especial, pois vamos falar de um assunto maravilhoso para os apaixonados pela literatura, principalmente para aqueles que são de Fortaleza. Isso mesmo! Vamos falar da Bienal do Livro do Ceará.

Durante os dias de 14 a 23 de Abril, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, que ocorreu no Centro de Eventos do Ceará, reuniu mais de 160 autores, amantes dos livros, professores, agentes de cultura, estudantes de escolas de todo o estado para celebrar aquilo que mais amamos: os livros.

Nessa edição, a Bienal apresentou como tema “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”, tendo Lira Neto, Claudene Aragão e Kelsen Bravos como os seus curadores. Com uma proposta diferente das Bienais passadas, essa edição conseguiu preencher o espaço do Centro de Eventos do Ceará com 110 estandes, além de contar com espaços como Café Literário, o Espaço Natércia Campos e o Espaço Juventude Fantástica, por exemplo.

Entre os espaços criados para a Bienal, é preciso enaltecer a Praça do Cordel, que serviu de palco para as apresentações de trovadores e cordelistas da terra e conhecidos no meio. Com uma diversidade enorme entre os títulos, a Bienal também conseguiu destacar essa versão literária nordestina: o cordel.

Ao longo dos seus dias, a Bienal apresentou uma programação intensa e bastante diversificada, conseguindo abranger todos os públicos e apresentando palestras de temáticas diversificadas, desde o Profissionalismo Literário até a forma como a literatura influencia na forma como enxergamos a nós mesmos e os outros.
 

Entre os mais de 160 escritores nacionais e internacionais que participaram da Bienal, encontramos nomes como Válter Hugo Mãe e Paula Pimenta. Marcado para começar às 11 horas da manhã, do segundo dia de Bienal, a escritora Paula Pimenta começou a reunir leitoras na fila desde às 8:30 da manhã. Cerca de 300 pessoas bateram um papo animado, descontraído e cheio de perguntas com a maravilhosa escritora mineira Paula Pimenta, que leu, inclusive, um trecho inédito de Minha Vida Fora de Série 4.

Além de autores já conhecidos do público, foi possível conhecer também os novos escritores, aqueles que estavam lançando as suas primeiras obras na Bienal. É possível destacar aqui a jovem escritora Isabelle Leal, que com apenas 14 anos estava lançando o seu primeiro livro, O Lado Estranho do Amor, pela Editora Novo Século; além da jovem Lidia Rayanne, que estava lançando o seu primeiro romance de época, Romance em San Marino. 

Além da Bienal que ocorreu no Centro de Eventos do Ceará, essa edição proporcionou a Bienal fora da Bienal, onde algumas programações ocorriam em outros pontos da cidade e do estado. É preciso, assim, destacar dois momentos: debate literário com moradores de rua e a escritora Kiusam de Oliveira, na Praça do Ferreira, e encontro literário, na Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, com o poeta Gero Camilo.

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará foi intensa, literária e cativante do início ao fim, sendo a edição em que consegui participar mais, seja das palestras, dos lançamentos ou de simplesmente andanças pelos inúmeros stands. Destaque para o stand intitulado de Templo da Poesia, em que podíamos ser presentados facilmente com belas poesias em troca de um abraço. O stand contava com livros de poemas de poetas e poetisas locais e transpirava sensibilidade e afeto. 


Essa edição também apresentou uma proposta bem diferente das demais Bienais, ao conseguir mesclar a literatura com a ciência e a tecnologia. Assim, além do Universo Literário, os leitores também conseguiram compreender mais do Universo que nos cerca e dos enigmas que a robótica possui. 

A XII Bienal do Livro do Ceará, além de me proporcionar um momento de encontro com os amados livros, possibilitou-me encontrar vários escritores incríveis, como a Paula Pimenta e o Lira Neto, que é autor do trilogia biográfica de Getúlio Vargas. Fazia tempo que eu estava torcendo para encontrá-lo, pois sou muito fã do seu trabalho. E, na Bienal, isso finalmente aconteceu (duas vezes). 

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E o que a Bienal nos deixa de mensagem? A Bienal veio para nos mostrar como o amor que existe pelos livros é cativante, como os livros conseguem despertar em todos nós o sentimento de curiosidade, a vontade de querer abraçar o mundo e mergulhar na sua grandeza. A Bienal veio para comprovar que os livros são capazes de nos fazer entender melhor nós mesmos e o outro.

Durante os seus dias de realização, foi possível perceber como nós devemos buscar e incentivar, cada vez mais, esse universo tão mágico da literatura.

Precisamos incentivar o hábito da leitura cada vez mais cedo, para que tenhamos crianças, e como consequência, uma sociedade mais crítica, com sede de conhecimento, e que consegue enxergar muito além do que está visível aos nossos olhos.


E que venham as próximas Bienais!

Fotos feitas especialmente por Ivonísio Mosca (Meu Tio Supimpa). 

2 comentários:

  1. Ah, linda, obrigada pela lembrança <3
    Foi um prazer te conhecer *u*

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    1. Oi, Lídia,
      Foi uma Bienal tão intensa e tão maravilhosa, que vou guardar sempre no coração. Amei te conhecer lá. Beijos no coração,
      Bel <3

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