[RESENHA] E Viveram Felizes Para Sempre

Oi, Pessoal, tudo bem?

A resenha de hoje vai ser muito especial, pois vamos falar do tão aguardado e surpreendente “E Viveram Felizes Para Sempre”, da escritora Julia Quinn. Quem me acompanha sabe que eu sou completamente apaixonada por Romances de Época e que a Julia Quinn é uma das minhas escritoras favoritas.

E Viveram Felizes Para Sempre é o nono livro da série Os Bridgertons, sendo assim o livro de encerramento dessa série tão aclamada pelos leitores vorazes do gênero. O livro, diferentemente dos demais, não vai apresentar o desenvolvimento de uma história só, mas será constituído pelos segundos epílogos de todas as histórias anteriormente contadas e vem com conto todo dedicado à Violet Bridgerton.

Em todos os segundos epílogos, exceto o de Violet, vamos nos deparar com os nossos irmãos favoritos e os seus respectivos pares alguns anos depois da realização dos seus casamentos. Os segundos epílogos vão seguindo a ordem de publicação dos livros, sendo assim o conto de Violet o último a ser apresentado para nós. Independentemente da forma como cada epílogo está sendo narrado, todos apresentaram, pelo menos para mim, um tom nostálgico e que me deixaram com o coração apertado, pois eu não queria dizer adeus para essa família tão cativante e maravilhosa.

No segundo epílogo de O Duque e Eu, vamos nos deparar com a gravidez inesperada de Daphne, muitos anos depois do seu filho caçula ter nascido. Já com uma idade um tanto quanto avançada para uma nova gravidez, Daphne se vê diante do desafio de encarar uma nova gestação, ainda que tal notícia tem sido recebida com bastante entusiasmo por Simon Basset. Após anos de casados com Daphne, Simon se encontra mais fortalecido pelo amor que sua esposa devotada a ele vem demonstrando durante todo o casamento e pelo amor imensurável que ele sente por seus filhos.

As cartas deixadas pelo seu pai ainda estão lá, mesmo que ele nunca as tenha aberto. Contudo, a vontade de abrir tais cartas vai reacender, pois um problema na Família Bridgerton o levará a querer saber quais respostas os últimos registros de seu podem conter. Confesso que não gostei muito desse segundo epílogo, pois tinha uma expectativa grande em saber o conteúdo de tais cartas e quando esse momento de conhecimento chega, apenas um único sentimento me atingiu: frustração.

Sem dúvida nenhuma os epílogos mais divertidos de todos são de O Visconde Que Me Amava, Um Beijo Inesquecível e Os Segredos de Colin Bridgerton. Em O Visconde que Me Amava, somos presenteados mais uma vez com a inteligência, a sagacidade e o humor de Kate e Anthony (Meu Casal Favorito). Dessa vez, eles estão frente a frente no famoso jogo de Pall Mall da Família Bridgerton, onde sentimentalismo e espírito esportivo ficam sempre de fora. Lutando para que um possa derrotar o outro, Kate e Anthony montam sempre uma estratégia capaz de minar a jogada do outro, o que torna o epílogo muito divertido e com uma dose extra de romance no seu finalzinho.
“Não estou dizendo que um amor seja maior que o outro; não é o tipo de coisa que se pode medir. Mas é diferente.”
Na sequência de diversão, temos o segundo epílogo de Um Beijo Inesquecível, onde vemos Hyacinth na sua incansável busca pelo “tesouro” que está escondido pela Casa St. Clair, mesmo depois de ela ter revirado cada lado e cada azulejo nos anos em que lá esteve. O interessante é que vamos nos deparar aqui com uma Hyacinth mais adulta e mais sossegada, ainda que ela continue a mesma garota sagaz e determinada de sempre. Da mesma forma, temos um Gareth mais adulto, mais responsável e irrevogavelmente apaixonado por sua esposa.

A forma como o epílogo é construído também é muito interessante, pois somos capazes de visualizar o nosso casal protagonista no papel de Mãe e Pai, o que promete muitas risadas. Esse epílogo também é cheio de amor e de sedução, visto que mesmo com anos de casados, a chama entre eles ainda continua (bastante) acesa.

Como já era esperado, o segundo epílogo de Os Segredos de Colin Bridgerton promete muitas risadas e muitos suspiros. Nesse enredo, temos a presença de inúmeros membros da Família Bridgerton, o que deixa tudo ainda melhor. A trama gira em torno do segredo de uma pessoa muito querida por todos: Lady Whistledown

Como Penélope vai contar para sua melhor amiga, Eloise Bridgerton, que ela é a mais famosa fofoqueira da cidade? E ainda mais, como ela vai conseguir contar/não contar isso no dia do casamento da sua amiga? Sem dúvida, esse é um dos epílogos mais divertidos, pois temos Colin com toda a sua irreverência, fome e amor por Penélope. E uma Penélope que ainda está se acostumando a fazer parte da Família Bridgerton, ou seja, ainda está se acostumando com o fato de todo mundo não deixar escapar um detalhe sequer da vida do outro.
“Ela era todo o seu mundo. Depois, tiveram filhos, e ela já não era tudo para ele, mas, ainda assim, estava no centro de tudo. Era o Sol. Seu Sol, em torno do qual tudo de importante girava.” 
A carga emocional do livro ficará para os epílogos de O Conde Enfeitiçado e de A Caminho do Altar, que vão arrancar lágrimas e deixar os leitores com o coração apertado. No segundo epílogo de O Conde Enfeitiçado, vamos encontrar Francesca e Michael vivendo o seu casamento de maneira apaixonada, ainda que esteja faltando algo que faria de Francesca realmente feliz: um filho.

Em todas as páginas, é perceptível a dor que a irmã Bridgerton guarda dentro de si por não ser tão fértil como os seus irmãos, por não ser capaz de gerar um único herdeiro, sendo essa dor sentida pelo próprio Michael, que se aflige por não conseguir realizar o sonho da sua amada. À medida que a história vai transcorrendo, é emocionante como Francesca vai mudando por dentro e vai se tornando grata por tudo aqui que ela já conseguiu e por tantas pessoas maravilhosas que estão ao seu redor. E quando isso acontece, quando Francesca e Michael estão mais leves, somos presenteados com uma surpresa maravilhosa no final do livro, que nos deixa com um sorriso e uma sensação de gratidão na alma.

Em A Caminho do Altar, o epílogo é uma espécie de continuidade do que estava ocorrendo no final do primeiro epílogo, ou seja, estamos diante do último trabalho de parto de Lucy, do nascimento das filhas gêmeas de Lucy e Gregory. Esse foi um dos epílogos que mais deixou a tensão no ar e os leitores bem temerosos, pois Lucy está bastante fraca com o nascimento das gêmeas e tem um sangramento muito forte, que a deixa inconsciente e correndo risco de vida.

A partir desse momento, vemos como Gregory é irrevogavelmente apaixonado por sua esposa, pois a sua dor é tão grande que escorre pelas páginas do livro, pois ele sente que não será capaz de viver e de criar todos os seus filhos sem a pessoa que enche os seus dias de cor e de vida. É emocionante ver Lucy retornando à vida e recebendo o amor dos seus filhos e do seu marido. Como destaque desse epílogo, temos Hyacinth Bridgerton, que se mostra uma verdadeira rocha e demonstra bem como a Família está sempre em primeiro lugar no coração dos Bridgertons.

Os segundos epílogos de Um Perfeito Cavalheiro e de Para Sir Philip, Com Amor apresentam uma perspectiva bem diferente dos demais, pois vão centrar o seu desenvolvimento em outros dois personagens secundários: Posy e Amanda, respectivamente. Em Um Perfeito Cavalheiro, teremos Sophie e Benedict em busca de um alvo amoroso para Posy, que se tornou a protegida por Violet Bridgerton, mas sem nenhum sucesso casamenteiro na Temporada Londrina.

Enquanto isso, o segundo epílogo de Para Sir Philip, Com Amor será narrado por Amanda, a filha de Philip Crane, quando ela já tem 19 anos e está se apaixonando pela primeira vez. Um dos pontos mais interessantes da trama foi ver como um vínculo forte e verdadeiro foi estabelecido entre Amanda e Eloise, que é considerada sua verdadeira mãe. Há entre elas amor verdadeiro e profundo respeito, sendo Eloise tão cativante no decorrer dessas páginas como ela foi em seu próprio livro.

Uma das partes mais esperadas do livro todo foi o conto dedicado à Violet Bridgerton, que é uma das personagens mais cativantes e mais amadas de toda a série. O nome do conto é simplesmente maravilhoso, pois já nos antecipa a compilação de fases de Violet, abrangendo desde uma parte da sua infância até a sua construção na figura de Mãe.

Em O Florescer de Violet, vamos conhecer uma garotinha determinada e que não dispensa uma boa vingança àqueles que a atingem. Só que o alvo dessa vingança será justamente aquele que roubará, anos depois, o seu coração. Edmund e Violet formam juntos um casal apaixonado, vivo e bastante presente na vida dos filhos. 

O conto nos mostra não só o amor que entre eles se estabeleceu, mas a dor também, quando encaramos de perto a morte de Edmund. A partir desse momento, temos não só o nascimento de uma Violet mais machucada pela vida, mas também de uma mulher forte, guerreira, com um coração gigante e capaz de nunca desistir da vida que a ela foi entregue.

E Viveram Felizes Para Sempre é aquele livro nostálgico, de leitura rápida e fluida, que te faz matar a saudade dos seus personagens favoritos. As páginas aqui voam e a sensação que fica é que também somos parte da Família Bridgerton.


Classificação: 4 estrelas (💖)

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