[RESENHA] Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir

Oi, Pessoal, tudo bem?

Fazia tempo que não tinha resenha, no Blog Livros e Andanças, de algum Romance de Época. Então, a resenha de hoje será muito especial, pois vou falar de Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir, o terceiro e último livro da série Os Números do Amor, da escritora Sarah Maclean.


Em Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir, vamos embarcar na história da ousada, obstinada e inteligente Juliana Fiori, a meia-irmã italiana de Gabriel e Nick, que aparece no primeiro livro da série e rouba a cena com o jeito espontâneo e nada afetado. Dessa vez, vamos conhecer mais da personagem e do seu envolvimento com o reservado e temido Duque de Leighton, que não admite nenhum escândalo e que nada manche o seu título.

A arrogância do Duque de Leighton acaba incomodando a impulsiva Juliana, que o desafia e decide provar para ele que qualquer pessoa pode ser tentada a deixar as regras sociais e máscara de perfeição de lado em nome de uma irresistível e arrebatadora paixão. Logo, esses dois obstinados personagens travarão um duro embate nesse jogo de paixão e reputação.

Esse foi o primeiro romance de época que li nessas férias e confesso que estava com saudade dos seus enredos cheios de paixões impossíveis e títulos ameaçados pelo escândalo. Estava com mais saudade ainda dessa família, que para mim formam uma das melhores séries que já li.

Juliana Fiori é tudo o que uma perfeita dama inglesa não é, mas que gostaria de ser. Destemida, impulsiva e obstinada, além de ter um maravilhoso sotaque italiano, Juliana é uma personagem cativante desde a primeira página. Cheia de personalidade, ela consegue se impor em uma sociedade que ainda não reconhece o papel ativo da mulher e não deixa a sua presença passar em branco, ainda que isso cause um verdadeiro escândalo.
“Eu quero a sua versão de vida... Vibrante, emocional, bagunçada, maravilhosa e cheia de felicidade. Mas não posso tê-la sem você.”
Ainda que Juliana pareça ser forte 24 horas por dia, nesse livro, vamos conhecer uma mulher com as suas vulnerabilidades. E, nesse caso, a maior cicatriz que Srta. Fiori carrega é a herança da sua mãe e do abandono que dela sofreu. Juliana teme ser tão fria e insensível quanto a sua mãe e expõe seus temores sobre isso em boa parte do livro. Foi justamente isso que me deixou um pouco incomodada, pois ela não conseguia enxergar o quão grandiosa era e duvida muito do seu valor.

Acho que Juliana Fiori é, realmente, uma das personagens mais ousadas na série, mas isso não faz dela uma personagem vulgar. Nada disso! Isso só demonstra como ela é autêntica e como ela faz uso do seu charme, mesmo quando não sabe que o está utilizando.

Um dos pontos mais positivos do livro está na relação entre Juliana e o seu irmão Gabriel, que está sempre pronto para socorrê-la, não sem antes oferecer um grande sermão, é claro. Gabriel se mostra um irmão presente, que sofre, que se orgulha e que, acima de tudo, ama a irmã. A relação entre eles é verossímil e encantadora, ainda que ambos tenham os seus momentos explosivos e sarcásticos.
“Não estou dizendo que deva se casar, Juliana. Pelo contrário, se preferir uma vida sem casamento, Deus sabe que você tem dinheiro suficiente para vivê-la. Mas tem que se perguntar como acha que a sua vida deve ser.”
Enquanto isso, temos o Duque de Leigthon na outra ponta da relação. O personagem, na verdade, se chama Simon e isso me deixou temerosa. Toda vida que leio um Romance de Época e o protagonista se chama Simon, o resultado não é bom. Hahahaha. Mas, dessa vez, isso não aconteceu.
Ele interpreta muito bem o papel que lhe atribuem. Reservado, seco, calado e com um grande senso de responsabilidade. Simon Pearson defende a sua família com unhas e dentes, afastando assim todos aqueles que possam representar algum escândalo. Contudo, ele não consegue afastar Juliana e, por conseguinte, o que ela faz com que ele sinta.

O desenvolvimento da trama trabalhou muito bem a forma como o sentimento em relação à Juliana vai crescendo. Isso mesmo, ele vai crescendo, pois ele já existe desde o primeiro livro e vamos acompanhando isso no terceiro volume. É perceptível como ele vai se tornando mais vivo e menos impassível, ao longo das páginas, à medida que interage com Juliana e com sua forma intensa de viver. Ele se torna mais doce também, nos momentos certos.

Uma das coisas que mais gostei, no crescimento do Duque, foi o fato de que vamos desconstruindo a sua imagem perfeita e vamos percebendo como ele é humano. Conhecemos os seus erros e a sua “redenção” não o torna alguém puro, mas um homem que aprende com os seus erros e que trabalha continuamente para recuperar o respeito e admiração daqueles que ele magoou.

Ao longo do livro, foi possível rever todos os importantes personagens da série e todos os desdobramentos dos seus relacionamentos, o que torna a escrita da Sarah MacLean ainda mais incrível, pois ela consegue unir uma escrita impecável e coerente com muita criatividade. Com toda certeza, essa é uma série que vai me deixar com muita saudade.
“Eu estou aqui. De joelhos. Mas não em nome da paixão. Estou aqui em nome do amor.”

Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir é o último livro da série Os Números do Amor e nos mostra que a paixão sem amor não é capaz de transformar as pessoas e ultrapassar os obstáculos do destino. O Amor? Esse sim é capaz de nos fazer renascer e perceber que não podemos deixar os outros definirem quem nós realmente somos.  

Classificação: 5 estrelas

[RESENHA] A Pequena Livraria dos Corações Solitários

Oi, Pessoal, tudo bem?

A resenha de hoje será dedicada ao livro “Pequena Livraria dos Corações Solitários”, que é o primeiro romance da escritora Annie Darling. Confesso que esse livro me ganhou pela capa, que é muito linda e cheia de vida, e por brindar algo constante na vida de todo leitor: o amor aos livros.

O livro vai apresentar como plano de fundo a Livraria Bookends, em Londres, que está imersa num momento de crise, visto que Lavínia, a sua excêntrica dona, acabou de morrer e deixou a livraria para Posy Morland, uma amante dos livros que tem a Bookends como lar. Acontece que, se em dois anos, a livraria não apresentar o retorno financeiro desejado, ela passará para Sebastian, o neto de Lavínia e o homem mais grosseiro de Londres.

Assim, de forma geral, o enredo vai abarcar a luta de Posy e dos seus amigos/empregados da Bookends para trazer a vida de volta à livraria, que guarda histórias desde o movimento sufragista, além de mostrar a batalha cheia de tensão e fantasias ardentes entre Posy e Sebastian.

Um dos pontos mais positivos da trama é o fato de que ele consegue celebrar, com maestria, o amor que sentimos pelos livros. Cada referência, cada citação e cada autor apresentado, ao longo das páginas, fazem com que os nossos brilhem e que nos sintamos parte do que está escrito ali. Confesso que me senti privilegiada por ler e ver os nomes das minhas escritoras favoritas ali, sendo elas também importantes para os protagonistas do livro.
“Seja corajosa, seja forte, seja um sucesso. Lembre-se sempre de seguir o seu coração e você não se perderá.”
Posy Morland é uma típica leitora: ama sentir um livro sob o seu toque, é apaixonada pelo cheiro das páginas amareladas e torce, fervorosamente, por um final feliz. À primeira vista, Posy parece ser uma garota sonhadora demais e que gosta de aliviar o stress com uma boa bebida, no fim de noite.

Contudo, à medida que vamos avançando, na história, vamos percebendo que ela possui inúmeras cicatrizes e que a vida foi fazendo com que ela, aos poucos, abandonando os seus sonhos. Fiquei bastante feliz por ir conhecendo Posy mais profundamente e por vê-la (re) nascer novamente e se dedicar de corpo e alma para a concretização de seu objetivo.

Você fica bastante feliz por vê-la indo à luta, enfrentando os obstáculos, apresentando a sua vulnerabilidade nos momentos certos, mas, ao mesmo tempo, sentimos a vontade de arrancar os cabelos todas as vezes em que ela duvida excessivamente do seu potencial e não consegue enfrentar, até o fim, o grosso e atraente Sebastian.
“Mas, principalmente, eu gostaria de agradecer aos meus pais, por me ensinarem que eu nunca estaria sozinha se amasse os livros.”
Por outro lado, temos Sebastian, o neto de Lavínia, o amor de infância de Posy, o também inimigo de Posy e o homem mais grosso de Londres. É sério, não sei como não entrei no livro e dei umas boas tapas naquele belo rosto. Quando é para ser grosso, não existe ninguém melhor para o papel.

Apesar de ter o seu lado empresário e que não admite receber um “NÃO”, Sebastian sabe ser generoso e sair de cena, quando preciso. Ele é o tipo de pessoa que precisa ser confrontado para perceber que nem sempre está certo e isso é uma das coisas que torna o relacionamento de Posy e Sebastian tão correto, pois ela sempre com uma resposta à altura.

Mesmo tendo o seu lado inconsequente e arrogante, Sebastian também tem as suas qualidades e sabe ir conquistando o seu espaço no livro. Contudo, achei que a construção de tal personagem foi caricata demais e com um toque exagerado no seu temperamento. Acho que faltou equilíbrio na sua personalidade e na história como um todo, infelizmente.
“Porque você, minha querida, mais que qualquer outra pessoa, sabe que lugar mágico uma livraria pode ser, e sabe que todos precisam de um pouco de magia na vida.”
Os personagens secundários são, na sua grande maioria, adoráveis e tornam a vida de Posy e a nossa leitura mais leves e cheias de humor. O enredo faz com que tenhamos curiosidade em saber o que acontece em suas vidas, quando não estão na livraria. Como destaque, temos Sam, o irmão mais novo de Posy, que é tudo o que um irmão deve ser: implicante, dono da razão e amoroso.

Além da história central, temos o desenvolvimento de uma pequena trama paralela, na versão de um romance de época e que, particularmente, me deixou vidrada e ansiosa para os próximos capítulos. Afinal, romance de época é vida, sendo ainda mais legal quando é escritora pela própria protagonista do livro e tem “Violada pelo devasso” como título.
“Toda grande arte e literatura é inspirada no amor, e eu acho que, em tempos difíceis, não há remédio mais efetivo do que ler um romance que lhe garanta um final feliz.”

A Pequena Livraria dos Corações Solitários é o primeiro volume da série “A Livraria dos Corações Solitários”, além de ser uma trama que nos ensina o porquê de torcermos tanto para um final feliz. Uma obra que brinda o amor aos livros e que nos mostra como precisamos ser perseverantes e determinados em alcançar o final que é, na verdade, o começo de uma vida cheia de amor e felicidade

Classificação: 3.5 estrelas 

[RESENHA] Agora e Para Sempre, Lara Jean

Oi, Pessoal, tudo bem?

Venho escrever essa resenha com o coração apertado, ainda que metade dele também esteja feliz, pois o livro da vez será “Agora e Para Sempre, Lara Jean”, obra esta que encerra a série “Para Todos os Garotos que já Amei”, da escritora Jenny Han. Confesso que fiquei feliz quando descobri que haveria um último livro, mas não estava pronta para dizer adeus à Lara Jean e Peter.

No último livro da série, vamos nos deparar com o cotidiano intenso de Lara Jean, no último ano do ensino médio, assim como com as mudanças que vão ocorrer em sua vida por conta do casamento do seu pai com a sua antiga vizinha, a Sra.Rothschild, e por conta da sua ida à Universidade com Peter.

Na verdade, tudo está indo às mil maravilhas, tanto na sua vida acadêmica como na sua relação com Peter. Só que como uma boa novela mexicana, uma notícia inesperada vai acabar destruindo as certezas de Lara Jean e a colocando no precipício das mudanças, onde o coração e a cabeça estão em direções completamente opostas.
“Parece que tudo ao meu redor está mudando de formas inesperadas, quando eu só queria que permanecesse igual.”
É incrível como, a cada novo livro, vamos percebendo como Lara Jean vai amadurecendo e como ela vai conseguindo, através dos anos, manter a sua mesma essência. Lara Jean se mantém fiel a quem ela é da primeira até a última página, seja através da sua paixão por cozinhar ou pelo amor incondicional à sua família.

Peter, o nosso protagonista querido, continua com aquele jeito galante e dono da razão que nos cativa tanto. Nesse livro, é possível ver a forma como o relacionamento entre Peter e Lara Jean se fortaleceu, ainda que eles preservem aquele aroma suave e doce do primeiro amor. É engraçado como, à primeira vista, tal relacionamento parece impossível, pois ambos possuem gênios bem diferentes, mas, ao longo das páginas, percebemos que eles se completam, por mais clichê que pareça ser.

Vi muita gente comentando que esperava mais do livro, pelo fato de ele ser o último e por ter que nos apresentar um grande encerramento, mas acho que o livro cumpriu o seu propósito de forma maravilhosamente bem. Ao nos inserir num momento tão crucial da vida de dois jovens, o término do ensino médio e o início da vida adulta, Jenny Han nos mostrou que a vida nem sempre é da forma que nós gostaríamos que fosse, por mais que tenhamos batalhado e por mais que tenhamos desejado alcançar aquele objetivo, que para nós parecia ser tão correto.

Lara Jean é uma garota que não gosta de mudanças inesperadas na sua vida, assim como a maioria de nós. E, nesse livro, Lara Jean, ao receber uma notícia bastante inesperada, mostra-nos que podemos nos reinventar diante das adversidades e que tudo acontece por uma razão, basta que nós tenhamos a coragem de enfrentar e a paciência de entender o porquê daquilo.
“A questão é que você se acostuma. Antes mesmo de você perceber, você se habitua às novas condições.”
Outro ponto que me agradou muito, no livro, foi o fato de nos mostrar um Peter mais vulnerável e mais humano. Peter é irrevogavelmente apaixonado por Lara Jean e ele sabe da profundidade do amor dela por ele, mas isso não impede que ele tenha dúvidas e incertezas do quão bom ele é. Além disso, vamos conhecer mais dos seus pesadelos familiares e perceber que, por mais feliz que a pessoa aparente ser, ela também tem os seus próprios traumas.

Lara Jean e Peter, no último livro da série, mostram que o amor é feito de calmaria e de reviravoltas e que, para conseguir ultrapassar todos os desafios, é preciso dizer a verdade, por mais difícil que ela pareça ser. O relacionamento desses dois já enfrentou vários obstáculos, e, nesse livro, não será diferente, mas teremos aqui personagens mais maduros e, ainda sim, incrivelmente cativantes.

Como não poderia ser diferente, temos a participação das outras Irmãs Song, o que torna o livro ainda mais divertido e dinâmico. Kitty, como sempre, consegue roubar a cena e se mostra uma personagem fundamental para reestabelecer o equilíbrio e a leveza na família Covey. Para deixar registrado, já fico na expectativa de um livro só para Kitty, que é dona de um furacão autêntico dentro de si.

Ainda que a obra apresente os seus momentos tensos e que nos deixam com o coração apertado, Jenny Han soube balancear a trama com momentos de pura diversão e leveza, que conseguem nos arrancar risos e suspiros, além de nos apresentar personagens secundários que roubam a cena e que são importantes para os desdobramentos da história.
“Ser vulnerável, deixar pessoas se aproximarem, se magoar... Tudo isso é parte de estar apaixonado.”
Agora e Para Sempre, Lara Jean é o último livro da série Para Todos os Garotos que já Amei e vai nos presentar com reflexões sobre as despedidas, os recomeços, a importância da família e o poder do amor, sempre tão recorrente, em nossas vidas. Acima de tudo, Lara Jean e Peter vão nos ensinar que o primeiro amor é capaz de nos mostrar que podemos ultrapassar tudo, pois acreditamos em quem nós somos e na força que nós temos.


Classificação: 4 estrelas 💖

Meus Casais Literários Favoritos

Oi, Pessoal, tudo bem?

Hoje é o Dia dos Namorados e não existe lugar melhor para brindar o amor do que nos livros. Assim, a postagem de hoje será especial e dedicada aos meus cinco casais literários favoritos e ao que podemos aprender com o amor deles. Então, vamos começar essa homenagem literária:

1.  Elizabeth Bennet e Mr.Darcy


Claro que não poderia iniciar essa lista sem colocar, no topo, o casal protagonista de um dos meus livros favoritos, Orgulho e Preconceito, da escritora Jane Austen. O livro é um clássico, assim como esse casal tão tempestuoso, intenso e genuíno.
"Não posso fixar a hora, o lugar, o olhar ou as palavras que basearam meus sentimentos. Começou há muito tempo. E já estava no meio antes que eu percebesse que já tinha começado."
Acho que a grande mensagem que Lizzie e Darcy nos transmitem é que amar não significa não enxergar os defeitos do outro, mas buscar compreendê-los e perceber que o outro só se torna perfeito para nós a partir da sua imperfeição e das suas peculiaridades.

Elizabeth e Mr. Darcy, ao contrário de muitos casais literários, não se apaixonaram à primeira vista. Foram precisos muitos embates para que eles percebessem que eles se completavam a partir das suas imperfeições e das suas diferenças e que, a partir disso, é possível nascer um sentimento verdadeiro e poderoso: o amor.

2. Elisa Clark e Lucas Guimarães

Quem me conhece sabe que sou completamente apaixonada pelos livros da Carina Rissi, o que faz com que todos os casais por ela criados tenham espaço no meu coração. Muito provavelmente eu deveria falar de Sofia e Ian ou de Max e Alícia (meu casal favorito), mas acho que Elisa e Lucas merecem o holofote dessa vez. E vou explicar o porquê.
"Creio que o amor seja feito disto: liberdade. Todos os dias ter diante de si inúmeras alternativas, mas acabar fazendo sempre a mesma escolha."
Elisa e Lucas nos ensinam que o amor, quando verdadeiro, precisa ser maior do que todos os obstáculos que o destino e nós mesmos criamos. Eles nos ensinam que o amor exige abnegação e determinação, para que ele possa, de fato, se concretizar. Além disso, mesmo tão jovens, eles nos mostram que, às vezes, gastamos tempo demais procurando o nosso espaço no mundo, quando o nosso lugar, na verdade, não é um espaço físico, mas uma pessoa.

3Priscila e Rodrigo

Claro que, nessa lista, não poderia faltar algum casal da Paula Pimenta, não é mesmo? Ainda que Fazendo Meu Filme seja a minha série favorita, o casal que conquistou mais fortemente o meu coração foi a Priscila e o Rodrigo, que são intensos, ativistas e poéticos juntos.
"Do seu lado, é como se o sol aparecesse mesmo nos dias nublados."
O que mais gosto da Priscila e do Rodrigo, como um casal, refere-se ao fato de que, mesmo com tantos anos de relacionamento, eles conseguem manter o mesmo amor, o mesmo carinho e a mesma admiração um pelo outro. Eles conseguem encontrar prazer nas pequenas coisas que fazem juntos, mesmo que já a tenham feito milhares de vezes. Eles mostram que o tempo ou a rotina não conseguem diminuir o brilho do amor, quando o sentimento é realmente verdadeiro.

4. Calpúrnia e Gabriel

É óbvio que, nessa lista, não poderia faltar o casal do meu romance de época favorito. De Nove Regras a Ignorar Antes de se Apaixonar, Calpúrnia e Gabriel nos presenteiam com um amor intenso, de tirar o fôlego e que vai crescendo, ao longo das páginas do livro.
"O Amor não é unilateral ou egoísta. É pleno e generoso, e modifica a vida da melhor maneira possível. O Amor não destrói. Ele cria."
O amor desse casal nos ensina que esse sentimento não é capaz de destruir, pois ele não é egoísta, mas generoso, sendo assim capaz de nos (re)construir e de afastar as sombras do nosso passado, de forma a ser luz nos nossos dias de escuridão. Mas isso só pode ser efetivamente alcançado quando temos, ao nosso lado, uma pessoa que ama exatamente quem nós somos.

5. Rafaela e Bernardo

Que todo mundo sabe que eu amo tudo aquilo que envolve jornalismo não é novidade. Então, não poderia deixar de colocar um casal jornalista que cativou o meu coração e que arrancou boas risadas e suspiros com o seu jogo de gato e rato. Hahahahaha.
"Quando somos jovens, temos o costume de achar que nada pode contra nós. Mas como somos burros ! Nossas maiores decepções são provocadas por nós mesmos."
Mas o que podemos aprender com a Rafaela e o Bernardo? Talvez que o amor é capaz de surgir nos lugares mais inesperados e pelas pessoas que nós, à primeira vista, parecemos ser tão distantes. Eles nos ensinam que precisamos deixar a fantasia e as utopias românticas de lado, para que possamos realmente dar uma chance do nosso coração ser feliz. <3


Bom, esse foi o TOP 5 dos meus casais favoritos. Espero que vocês tenham gostado e que algum desses casais também esteja na sua própria listinha. Quero saber quais são os seus casais favoritos! Me conta lá nos comentários.

[RESENHA] Quando a Noite Cai

Oi, Pessoal, tudo bem?

EU OUVI UM AMÉM? Depois de um longo e tenebroso inverno sem nenhuma resenha nova, pois estava em período de provas, estou de volta com um livro muito especial. A resenha de hoje será dedicada ao novo livro da Carina Rissi, que se chama “Quando a Noite Cai”.


Quando a Noite Cai” vai girar em torno da história de Briana Pinheiro, nossa azarada protagonista, e Gael O’Connor, o nosso irlandês enigmático. A sorte parece que nunca está a favor de Briana, e isso pode ser facilmente percebido por nossa protagonista, quando ela é demitida pela terceira vez no mês. Acontece que Briana precisa mesmo conseguir um novo trabalho, pois a pensão da sua família vai mal das pernas.

E, no meio desse turbilhão, é que o caminho de Briana cruzará com o enigmático Gael, que será o seu novo chefe. Até aí tudo bem, seria necessário apenas que Briana mantivesse a má sorte longe, mas o mais assustador é que Gael é exatamente igual ao guerreiro escocês que povoa os sonhos da garota, desde que ela completou 18 anos, toda vez que a noite cai.

A partir disso, vamos conhecer um enredo que vai colocar os nossos protagonistas entre a realidade e a fantasia, mostrando-nos a história de um amor verdadeiro tão forte quanto o tempo.
“E, enquanto o nosso amor continuasse a pulsar em seu coração, eu continuaria a existir também, saltando de batida em batida.”
Briana Pinheiro é o tipo de protagonista que cativa o meu coração. Destemida, determinada e que faz de tudo por aqueles que ama, além de ser um tanto quanto desastrada, ou seja, gente como a gente. Ainda que a vida possa parecer uma verdadeira maré de azar, Briana acredita no poder da persistência e não desiste na primeira tentativa.

Ela ama desenhar, mas teve que deixar a paixão de lado, quando o pai faleceu, tendo assim que procurar um emprego para ajudar a mãe e a extrovertida, criativa e animada Aisla, sua irmã mais nova. Os desenhos que ainda ocupam os seus dias são aqueles que representam o que ela vê em seus sonhos, quando ela assume a personalidade de Ciara, uma princesa irlandesa que enfrenta muitos desafios para (tentar) alcançar a felicidade.

Gael O’Connor, por sua vez, é um homem extremamente enigmático e que conduz a sua vida longe dos holofotes, com muita discrição e com muitos segredos em relação ao passado. Além disso, ele é viúvo, o que torna o seu coração distante e o seu olhar perdido em sombras. Com isso, a chegada de Briana, na vida de Gael, faz com que o sol possa finalmente nascer no horizonte enevoado do protagonista, depois de tanto tempo sob as sombras.

Primeiramente, preciso dizer que esse livro me surpreendeu muito! É possível perceber como a Carina se dedicou para a construção desse enredo, que é cheia de história e de cultura irlandesa. Então, você precisa se preparar para embarcar em uma viagem cheia de mitologia e de lendas, que oferecem um toque ainda mais mágico à trama.

Além disso, Carina está de parabéns, pois nos apresentou um enredo bem construído e com personagens bem desenvolvidos não apenas entre Briana e Gael, mas também entre Ciara e Lorcan, os protagonistas medievais que invadem os sonhos de Briana, todas as vezes que a noite cai. É preciso se atentar a esses sonhos, pois eles carregam muitas das respostas que lutam para ser encontradas e para por o fim ao mistério de quem realmente é Gael O’Connor. Fique de olho!

A relação entre Briana e Gael, que aos poucos vai ultrapassando a barreira profissional, é maravilhosa de se ver. Ainda que ela aconteça rapidamente, quando analisada no quesito dias, o que existe entre eles é palpável e intenso. É como se o próprio tempo presenteasse ambos com esse encontro. O relacionamento entre eles é resultado de ingredientes na medida certa, pois há aqui parceria, companheirismo, desejo e, acima de tudo, amor.  
“O amor encontra alegria na felicidade do outro, porque não é feito de posse, de matéria, mas de abnegação e doação.”
Briana se preocupa verdadeiramente com Gael, de forma que ela luta com unhas e dentes para preservar esse sentimento confuso, intenso e extraordinário que nasce entre eles, e que está fortemente ameaçado por algo muito mais do que eles. Gael, por outro lado, precisa redescobrir o que fazer com tal sentimento, que desperta nele algo que há muito tempo estava adormecido. É lindo de ver a forma como a presença de Briana faz bem a Gael e como o amor entre eles é poderoso.

Além de grandes momentos de tensão que o livro nos reserva, também podemos encontrar um livro divertido e cheio de muito humor, principalmente por conta da participação de Aisla e Lorenzo, o melhor amigo de Gael. Eles são engraçados e, nos momentos difíceis, trazem leveza e muita luz à trama.
“Desistir nem sempre é perder. Muitas vezes abandonar o que não está funcionando é a única maneira de ter a chance de um recomeço.”
Além de nos trazer uma história de amor de tirar o fôlego e o sono, Quando a Noite Cai nos oferece grandes ensinamentos sobre a importância da família, da esperança e, acima de tudo, do perdão. Só somos capazes de amar verdadeiramente, quando o nosso coração está livre de mágoas e sombras. Quando somos capazes de perdoar.


Quando a Noite Cai é um livro cheio de segredos, com uma pitada irlandesa e que nos mostra que o amor não é apenas calmaria, mas também um mar revolto tão poderoso quanto o tempo

Classificação: 5 estrelas 💖