[EMBARQUE COMIGO] Belém

Oi, Pessoal, tudo bem?

Aproveitando que semana que vem tem feriado (1°de Maio: Dia do Trabalho), a postagem de hoje será ideal para você por o pé na estrada e a mala na mão, pois o Embarque Comigo te levará para a Região Norte do Brasil. Vem conhecer comigo Belém, no estado do Pará.

Para quem não sabe, a cidade de Belém foi fundada em 1616 e é considerada uma das maiores da Região Norte. A fundação da cidade de Belém tinha como objetivo consolidar a presença da Coroa Portuguesa no Brasil, visto que a colônia vinha sofrendo, nos últimos anos, ataques e invasões das frotas de outras nações. Assim, Belém nasceu da sua importância estratégica para a construção do Forte do Presépio.

Assim como o Brasil possui uma cultura bastante rica e diversificada, Belém guarda, nas suas ruas e nos seus habitantes, uma cultura vibrante, animada e que te conquista pelo estômago. Para quem gosta de uma gastronomia diferente e cheia de sabor, além de uma música cheia de ritmo e de cor, Belém é o destino certo para você.

Então, separamos 5 pontos turísticos que não podem ficar de fora da sua viagem e que não podem ser deixadas de lado, na hora de explorar Belém.

1° Parada: Forte do Presépio
FOTO RETIRADA DA INTERNET

O Forte do Castelo, popularmente conhecido como o Forte do Presépio, é parada obrigatória para aqueles que visitam Belém, pois o Forte é uma peça fundamental para o nascimento da cidade. O Forte foi criado em decorrência das tentativas de invasão inglesa e holandesa, além de ataques indígenas.

Atualmente, no interior do Forte do Castelo, podemos encontrar um pequeno museu, que contém quadros explicando a história do forte, além de peças portuguesas, indígenas e de artilharia usadas no Forte. O visitante pode andar por todo o Forte, momento este em que vai se deparar com uma bela vista, que pode servir de cenário para as suas fotos.

Lembrando que a entrada para o Forte/Museu é paga, mas o valor é pequeno (R$: 4,00) para um ambiente conservado e cheio de história e beleza.

2°Parada: Estação das Docas
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A Estação das Docas é, de longe, o meu ponto turístico favorito em Belém. O antigo porto fluvial de Belém foi reformado, no ano de 2000, e hoje é uma parada obrigatória para os turistas e um ponto de visitação constante dos próprios moradores.

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Os três armazéns, que se encontram à beira da orla da baia do Guarujá, conseguem reunir opções de gastronomia, moda, lazer e eventos culturais. Cheio de restaurantes e bares, você vai aproveitar a vista da orla, enquanto se delicia com pratos típicos da região e escuta uma boa música ao vivo, que ocorre nos seus incríveis palcos deslizantes.

Além da gastronomia, você também encontrará opções de presentes e um espaço diverso com exposições e feiras. Além disso, há um pequeno espaço disponibilizado para a exposição de algumas peças que contam a história do antigo porto fluvial.

Seja pela manhã ou à noite, a Estação das Docas é um ótimo lugar para aproveitar a culinária local de Belém e um cenário incrível, com muita segurança e muito conforto.

3°Parada: Mangal das Garças


O Mangal das Garças é o local certo para você que é amante da natureza, sendo assim um verdadeiro achado da natureza, dentro da própria cidade. Ele simboliza um pouquinho da riqueza amazônica, ao longo de 40.000 metros quadrados, à margem do Rio Guamá.

Esse espaço foi criado pelo Governo do Pará em 2005 e é resultado de uma cuidadosa revitalização do local, que antes era uma extensa área alagada. Atualmente, o Mangal das Garças conta um espaço repleto de lagos, equipamentos de lazer, restaurantes, vegetação típica, aves, restaurantes e de um borboletário, por exemplo. 
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Antes de ir ao Mangal das Garças, escolha uma roupa confortável para explorar o local, que é grandioso e cheio de diferentes áreas. A entrada para o local é paga e custa 15 reais, podendo haver cobrança de um valor extra em alguns dos espaços internos.

4°Parada: Basílica Santuário Nossa Senhora Nazaré


Além de uma gastronomia riquíssima e de uma cultura musical animada e cheia de ritmo, Belém também é muito procurada por conta do seu turismo religioso, sendo ela a cidade do Círio de Nazaré. Assim, uma parada religiosa obrigatória é a Basílica Santuário Nossa Senhora Nazaré.

Construída em 1909 para servir de abrigo da imagem milagrosa de Nossa Senhora de Nazaré, a Basílica possui um estilo neoclássico, sendo formada por várias colunas, inúmeros arcos e muitos vitrais de tirar o fôlego. A Basílica fica localizada em frente à Praça Santuário de Nazaré, que é o destino final da grande procissão que se reúne durante o Círio de Nazaré, visto que é no altar da praça que a imagem da Virgem fica exposta.

5°Parada: Espaço São José Liberto

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Esse é um dos pontos turísticos mais interessantes de Belém, seja pelo seu simbolismo ou pela história que está por trás do prédio. O prédio principal é datado em 1749 e foi construído para ser o Convento de São José. Após a expulsão dos jesuítas do Brasil, o espaço passou a ter inúmeras outras finalidades e serviu, durante mais de 100 anos, de espaço de privação de liberdade, abrangendo até mesmo presos políticos.

Após ser desativado pelo Governo, o espaço foi revitalizado e abriga no seu interior o Museu de Gemas do Pará, o Polo Joalheiro e a Casa do Artesão, sendo assim uma referência cultural e comercial de Belém.

O Espaço é amplo e possui alguns ambientes internos muito interessantes, como a Capela, o Jardim da Liberdade e um ambiente que recria como era uma das celas, quando o espaço ainda era utilizado como presídio.

A Capela, que atualmente é palco de celebrações religiosas, apresentação de músicas ou saraus literários, apresenta as paredes originais de pedra e um teto cheio de estrelas. O Jardim da Liberdade é um espaço bem diferente dos demais, visto que é o único Jardim Gemológico do país e foi construído formando uma mandala. Esse espaço é cheio de elementos da natureza, buscando assim energizar o ambiente, que já foi palco de tantos momentos difíceis e cheios de dor, quando ainda havia o presídio no local.

FIQUE DE OLHO: A Cidade de Belém é cheia de pontos turísticos incríveis e de uma cultura cativante. Esses foram apenas alguns pontos turísticos escolhidos, mas você ainda pode encontrar muitos passeios e locais interessantes para se visitar. Uma coisa é certa: Belém é apenas uma amostra dos locais incríveis que você poderá encontrar na Região Norte.


Até a próxima viagem! 💛

XII Bienal Internacional do Livro do Ceará


Oi, Pessoal, tudo bem?

A postagem de hoje será muito especial, pois vamos falar de um assunto maravilhoso para os apaixonados pela literatura, principalmente para aqueles que são de Fortaleza. Isso mesmo! Vamos falar da Bienal do Livro do Ceará.

Durante os dias de 14 a 23 de Abril, a XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, que ocorreu no Centro de Eventos do Ceará, reuniu mais de 160 autores, amantes dos livros, professores, agentes de cultura, estudantes de escolas de todo o estado para celebrar aquilo que mais amamos: os livros.

Nessa edição, a Bienal apresentou como tema “Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca”, tendo Lira Neto, Claudene Aragão e Kelsen Bravos como os seus curadores. Com uma proposta diferente das Bienais passadas, essa edição conseguiu preencher o espaço do Centro de Eventos do Ceará com 110 estandes, além de contar com espaços como Café Literário, o Espaço Natércia Campos e o Espaço Juventude Fantástica, por exemplo.

Entre os espaços criados para a Bienal, é preciso enaltecer a Praça do Cordel, que serviu de palco para as apresentações de trovadores e cordelistas da terra e conhecidos no meio. Com uma diversidade enorme entre os títulos, a Bienal também conseguiu destacar essa versão literária nordestina: o cordel.

Ao longo dos seus dias, a Bienal apresentou uma programação intensa e bastante diversificada, conseguindo abranger todos os públicos e apresentando palestras de temáticas diversificadas, desde o Profissionalismo Literário até a forma como a literatura influencia na forma como enxergamos a nós mesmos e os outros.
 

Entre os mais de 160 escritores nacionais e internacionais que participaram da Bienal, encontramos nomes como Válter Hugo Mãe e Paula Pimenta. Marcado para começar às 11 horas da manhã, do segundo dia de Bienal, a escritora Paula Pimenta começou a reunir leitoras na fila desde às 8:30 da manhã. Cerca de 300 pessoas bateram um papo animado, descontraído e cheio de perguntas com a maravilhosa escritora mineira Paula Pimenta, que leu, inclusive, um trecho inédito de Minha Vida Fora de Série 4.

Além de autores já conhecidos do público, foi possível conhecer também os novos escritores, aqueles que estavam lançando as suas primeiras obras na Bienal. É possível destacar aqui a jovem escritora Isabelle Leal, que com apenas 14 anos estava lançando o seu primeiro livro, O Lado Estranho do Amor, pela Editora Novo Século; além da jovem Lidia Rayanne, que estava lançando o seu primeiro romance de época, Romance em San Marino. 

Além da Bienal que ocorreu no Centro de Eventos do Ceará, essa edição proporcionou a Bienal fora da Bienal, onde algumas programações ocorriam em outros pontos da cidade e do estado. É preciso, assim, destacar dois momentos: debate literário com moradores de rua e a escritora Kiusam de Oliveira, na Praça do Ferreira, e encontro literário, na Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, com o poeta Gero Camilo.

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará foi intensa, literária e cativante do início ao fim, sendo a edição em que consegui participar mais, seja das palestras, dos lançamentos ou de simplesmente andanças pelos inúmeros stands. Destaque para o stand intitulado de Templo da Poesia, em que podíamos ser presentados facilmente com belas poesias em troca de um abraço. O stand contava com livros de poemas de poetas e poetisas locais e transpirava sensibilidade e afeto. 


Essa edição também apresentou uma proposta bem diferente das demais Bienais, ao conseguir mesclar a literatura com a ciência e a tecnologia. Assim, além do Universo Literário, os leitores também conseguiram compreender mais do Universo que nos cerca e dos enigmas que a robótica possui. 

A XII Bienal do Livro do Ceará, além de me proporcionar um momento de encontro com os amados livros, possibilitou-me encontrar vários escritores incríveis, como a Paula Pimenta e o Lira Neto, que é autor do trilogia biográfica de Getúlio Vargas. Fazia tempo que eu estava torcendo para encontrá-lo, pois sou muito fã do seu trabalho. E, na Bienal, isso finalmente aconteceu (duas vezes). 

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E o que a Bienal nos deixa de mensagem? A Bienal veio para nos mostrar como o amor que existe pelos livros é cativante, como os livros conseguem despertar em todos nós o sentimento de curiosidade, a vontade de querer abraçar o mundo e mergulhar na sua grandeza. A Bienal veio para comprovar que os livros são capazes de nos fazer entender melhor nós mesmos e o outro.

Durante os seus dias de realização, foi possível perceber como nós devemos buscar e incentivar, cada vez mais, esse universo tão mágico da literatura.

Precisamos incentivar o hábito da leitura cada vez mais cedo, para que tenhamos crianças, e como consequência, uma sociedade mais crítica, com sede de conhecimento, e que consegue enxergar muito além do que está visível aos nossos olhos.


E que venham as próximas Bienais!

Fotos feitas especialmente por Ivonísio Mosca (Meu Tio Supimpa). 

[RESENHA] Manhã de Núpcias

Oi, Pessoal, tudo bem?

Quem vem acompanhando as postagens percebeu que, nas últimas semanas, temos feito resenhas de cada livro da série Os Hathaways. Dessa forma, a resenha de hoje será muito especial, pois vamos falar de Manhã de Núpcias, o quarto livro da série e, de longe, o meu favorito.

Como estamos falando da atípica família Hathaway, nada pode acontecer dentro dos padrões de normalidade. Assim, ao longo dos livros, vemos que quando Leo recebeu o título de Lorde Ramsay, nada parecia se encaixar. E quando tudo parece estar no seu devido lugar, Leo recebe uma carta que pode por toda essa normalidade em risco: se ele não casar e tiver um herdeiro, dentro de um ano, perderá o título e a propriedade.

A única salvação para Leo parece ser a governanta Catherine Marks, que sempre tem uma resposta afiada e um olhar repreendedor para o jovem Lorde. Todos parecem amar Catherine, mas Leo não compartilha do mesmo afeto pela jovem, ainda que ela pareça ser a sua luz no fim do túnel.

Contudo, quando um dos segredos de Catherine vem à tona, ambos percebem que precisam um do outro, mas antes precisam superar as diferenças, ainda que pareça existir entre eles algo muito mais intenso do que o ódio que aparentemente sentem um pelo outro.

Esse livro é, de longe, o meu favorito de toda a série, porque foi possível acompanhar toda a trajetória de amor de ódio do Leo e da Cat. Cheia de conversas desafiadoras, de trocas de farpas e de muitas indiretas, a relação entre eles é tudo, mesmo monótona. Ao longo dos livros, vamos conhecendo os nossos protagonistas numa posição de inimigos, o que nos leva a torcer que surja entre eles algo maior do que isso.
“Sei que sou um mau partido. Mas estou implorando que me aceite assim mesmo. Porque quero a chance de fazê-la tão feliz quanto você me faz. Quero construir uma vida com você.”
É justamente por isso que Manhã de Núpcias é tão cativante, pois nos presenteia com uma visão de Leo e Catherine como um casal em potencial. É possível ver aqui o lado doce e preocupado que um tem em relação com o outro, pois eles sabem que não são perfeitos e que ainda precisam superar as sombras provocadas pelo passado de ambos.

Catherine Marks é uma protagonista que, de certa forma, difere de todas as outras damas dos romances de época. Ela não vive intensamente as festas ou está à procura de um bom partido. Ela vive à margem disso tudo e busca sempre se tornar invisível na multidão.

Cat é uma personagem de língua afiada, perceptiva e que consegue ser firme, porém delicada com as pessoas. Ao longo do livro, vamos percebendo que a solidão sempre esteve presente no passado da nossa jovem dama, além do fato de ela estar sempre fugindo das suas sombras. Assim, a Família Hathaway representa um porto seguro para Catherine, é local em que ela se permite ser ela mesma, sem nenhum temor.

Ao longo da trama, vamos conhecendo mais do passado de Catherine e descobrindo que o seu passado foi difícil e que o medo sempre esteve presente em sua vida, visto que ela teve que fugir para conseguir ser livre do que o futuro degradante que a aguardava.

Por ter esse passado tão duro, Cat é muito prática e racional, o que a torna um tanto quanto evasiva aos olhos dos outros. E é justamente por isso que a personalidade autêntica do nosso protagonista é tão importante, pois ele consegue tornar Catherine aberta à felicidade e às doces surpresas que a vida pode proporcionar.

“Todos merecem uma segunda chance.”
Meu Deus, o que falar de Leo Hathaway? Confesso que, no primeiro livro, não suportava o jeito cínico dele e ficava bastante chateada com o jeito autodestrutivo dele. Contudo, ao longo dos outros livros, é perceptível ver que Leo está tentando se reencontrar e que, apenas dos seus temores, ele está procurando achar a sua paz interior novamente.

O jeito cínico e irreverente de Leo é uma das melhores partes do livro, pois ele consegue por leveza à trama e ainda sim ser sensível. Ainda que tente esconder, Leo tem um coração enorme e, quando ele implica com uma pessoa, é sinal de que ele realmente a ama.

Com certeza, esse foi um dos meus casais literários favoritos, pois eles conseguem conservar as suas características mais marcantes, mas também são capazes de formar uma relação doce, intensa e que arrebata o nosso coração.

“Descanse em meu coração. Deixe-me zelar por seus sonhos. E saiba que amanhã de manhã, e em todas as manhãs depois disso, você acordará perto de alguém que a ama.”
Manhã de Núpcias é o quarto livro da série Os Hathaways e vai nos mostrar que, por mais difícil que pareça ser, somos sempre fortes o suficiente para enfrentar os nossos temores, quando temos ao nosso lado pessoas que nos amam verdadeiramente

Classificação: 5 estrelas 💖

[RESENHA] Tentação ao Pôr do Sol

Oi, Pessoal, tudo bem?

A resenha de hoje dará continuidade às resenhas quem envolvem os livros da série Os Hathaways, da escritora Lisa Kleypas. Dessa forma, temos aqui um romance de época com mais um dos integrantes da incomum família Hathaway. Vamos falar de Tentação ao Pôr do Sol.

No terceiro livro da série Os Hathaways, vamos nos deparar com a história de Poppy Hathaway, que está em Londres, hospedada no Hotel Rutledge, para a sua terceira temporada. Contudo, ao que tudo indica, esse será mais um ano em que Poppy voltará para Hampshire sem um marido, ainda que esteja trocando correspondências com jovem admirador secreto.

Poppy é uma moça educada, bonita e extremamente gentil, mas também é dona de uma inteligência palpável e de uma família incomum para os padrões londrinos, o que a deixa em posição desfavorável em relação às demais damas. Contudo, tudo muda quando o seu caminho cruza com Harry Rutledge, que vai ser tomado por um fascínio e desejo ao conhecer Poppy.

Contudo, todo esse desejo e essa admiração mútua não serão suficientes para que esse casal encontre um caminho harmonioso e fácil pela frente. Antes disso, será preciso anular as diferenças que criam um abismo entre eles.

Poppy Hathaway é, assim como todas as irmãs Hathaway, inteligente, sagaz e franca, o que faz com que os homens se sintam acuados com a sua presença. Contudo, ao longo das páginas, percebemos que ela é a irmã que tenta se esquivar, mais intensamente, da imagem excêntrica que a Família Hathaway proporciona àqueles que pertencem a ela.

De longe, Poppy é a irmã que menos me sentia próxima, mas ela cumpre o seu papel muito bem, ao longo da trama, ao tornar os leitores mais próximos de quem ela é e do que ele busca conseguir. Ao longo das páginas, Poppy vai se mostrando uma dama que une, de forma sutil, uma boa dose de sensibilidade com uma parcela de determinação e sagacidade.
“Não era incapaz de amar... de jeito nenhum. Só precisava aprender como.”
Ela sabe se impor e com a sua força consegue tornar possível aquilo que parecia inalcançável. Ela sabe driblar os obstáculos que se encontram no caminho para a sua felicidade e sabe, ao mesmo tempo, ceder nos momentos. Certos. Apesar disso, sua personalidade, em alguns momentos da trama, me deixou bastante chateada, pois a sua determinação, às vezes, cede espaço para uma indecisão desenfreada.

Harry Rutledge é, sem dúvida nenhuma, um homem que não mede esforços para conseguir o que quer, o que pode ser comprovado logo no começo do livro e na forma como ele consegue persuadir Poppy a se casar. Harry é definitivamente um homem trabalhador, que se empenha em construir o seu império diariamente, além de ser um homem de muitas facetas.
“Lamento não ser o marido que você queria, mas juro pela minha vida: se me disser o que quer, de que precisa, eu vou ouvir. Farei tudo o que me pedir. Só não me deixe outra vez.”
Ao longo da trama, vamos conhecendo mais sobre o passado de Harry e sobre os próprios obstáculos que ele já teve que enfrentar, principalmente no plano pessoal. O homem é uma máquina de persuasão. E, infelizmente, ele não foi um protagonista que me convenceu tanto. A forma como ele age para conseguir aquilo que quer me fez perder um pouco da simpatia e da confiança que eu sentia por ele, ainda que vejamos o seu crescimento durante o livro.

A forma como eles dois constroem o seu relacionamento é cheia de obstáculos, pois, quando eles se casaram, eles não se conheciam verdadeiramente. Havia apenas fascínio e desejo. Além disso, o relacionamento conjugal já começa com uma traição, o que já nos deixa com um pé atrás em relação ao nosso protagonista.
“Não existe um limite de tempo para o perdão, existe?”
Um dos melhores pontos do livro é referente ao crescimento deles como casal. É possível ver o amor e o afeito verdadeiro nascendo entre eles. Poppy é fundamental para que Harry possa, de fato, mostrar quem ele é, sem toda a sua armadura polida e fria. Poppy é fundamental para que Harry reconheça que nem tudo é um negócio e que devemos tomar nosso rumo com cuidado, pois no fim do dia estamos sozinhos para enfrentar as consequências das nossas escolhas.


Tentação ao Pôr do Sol é o terceiro livro da série Os Hathaways e vai nos ensinar que o amor pode florescer mesmo no terreno, aparentemente, mais infértil. Tudo o que precisamos fazer é regar esse campo surpreendente com dedicação e perseverança, pois o amor é um florescimento recompensador. 

Classificação: 3 estrelas 

[RESENHA] Cadu e Mari

Oi, Pessoal, tudo bem?

A resenha de hoje será dedicada a um livro que ganhei de aniversário e que devorei, durante o último fim de semana. Assim, o livro escolhido hoje se chama “Cadu e Mari”, da escritora nacional A.C. Meyer, que também escreveu a série After Dark.

Esse foi o primeiro livro que li da autora e fiquei completamente apaixonada pela capa, a diagramação e pelos detalhes do livro. Cada capítulo do livro vem com uma música especial, que juntas compõem uma playlist maravilhosa para a história de amor do casal. As músicas são apaixonantes e retratam bem os avanços do casal.

Cadu e Mari” é um livro com narrações alternadas, o que nos possibilita conhecer tanto os pensamentos do Cadu quanto da Mari, ponto este que vai ser fundamental na reta final da história. Mari e Cadu já se conhecem e trabalham juntos há três anos, pois a nossa protagonista é a assistente pessoal de Cadu, na Revista Be, uma importante revista brasileira de moda.

Eles são de mundos completamente diferentes e entre eles parece haver um abismo, mas isso não impede de Mari nutrir por ele uma paixão secreta. Mari é competente e uma excelente assistente pessoal para Cadu, que só consegue enxergá-la assim. Só que tudo muda quando Cadu, finalmente, percebe que Mari não é só uma profissional incrível, mas também uma mulher linda, pé no chão e real.

A atração e o envolvimento entre eles é inevitável, pois eles sentem que realmente pertencem um ao outro. Contudo, nunca é fácil se encontrar paz nas relações verdadeiras de amor. Assim, os obstáculos logo chegam e Cadu terá que saber se pode confiar em uma pessoa tão diferente do seu mundo , assim como Mari terá que decidir se entregará o seu coração ou não, depois de um término complicado.
“Me sinto derrotado. Não por amar você, mas por não ter sido capaz de manter o maior tesouro que eu poderia encontrar, ao meu lado.”
Mari, a nossa protagonista do livro, é uma mulher real. Competente, esforçada, independente, corajosa, engraçada e linda do jeito que ela é. Ela não se veste dos estereótipos que normalmente são criados para as personagens dos livros e consegue ser marcante exatamente por isso. Gostei muito da Mari pelo fato de ela ser espontânea, dura nos momentos certos e por ter a capacidade de perdoar, ainda que no lugar dela eu não tenha feito isso.

A forma como a Mari se entrega ao amor pelo Cadu é cativante, pois, mesmo com as suas inseguranças, ela é capaz de se arriscar e de acreditar que a felicidade dessa relação será muito maior do que os desafios. Ainda que o amor de Mari tenha rendido boas cenas, as minhas favoritas são as que ela se mostrou firme e irredutível, diante das mancadas de Cadu. (Sou coração de pedra mesmo. Haha)

Por outro lado, Cadu é aquele personagem focado, executivo, inteligente e viajado. É um homem que pode ter o mundo aos seus pés, mas que é bem simples na intimidade. Ao longo das páginas, vamos conhecendo o seu jeito mais romântico, carinhoso e família. Eu, particularmente, gosto muito de personagens mais maduros, mas confesso que fiquei um pouco decepcionada por ele ser tão cego e ingênuo, às vezes, o que me fez vibrar quando a Mari conseguia colocar ele contra a parede.
“Porque o amor é assim, Cadu. O amor verdadeiro perdoa, entende, suporta. Nunca duvide do poder do amor.”
A relação de amor entre eles é encantadora, cheia de muitas demonstrações de afeto e de declarações de amor. Eles são, de fato, um casal romântico. Um dos pontos mais legais da trama é forma como eles se comunicam através da música. Meu Deus, só tem música maravilhosa nesse livro.

Para mim, o envolvimento entre eles aconteceu muito rápido. Ainda que eles já trabalhassem juntos e já tivessem essa convivência no ambiente profissional, achei que o amor entre eles nasceu rápido demais, principalmente no que se refere aos sentimentos do Cadu.

A base de toda relação é a confiança, seja numa relação de amizade ou de amor. Logo, desde o início, é possível perceber que, ainda que o Cadu ame a Mari, ele tem um certo receio em relação a ela. E foi justamente por isso que eu não o perdoaria, pelo que aconteceu na reta final do livro. Eu entendi o lado dele, mas as suas desculpas não me convenceram, o que me fez admirar ainda mais a Mari pela sua capacidade verdadeira de perdoar.
“E sabe o que eu vejo agora? Que só o amor não é suficiente. Eu mereço mais, Mereço ser amada e respeitada; mereço me sentir querida por aquilo que eu sou. Mereço ter a total confiança do homem que está ao meu lado.”
Os personagens secundários da trama são ótimos, ganham cada vez mais espaço, ao longo da evolução do livro, e são fundamentais para que os olhos do nosso protagonista sejam abertos. Confesso que gostaria de um livro com a história da Lalá e do Rodrigo, que ganharam mais espaço no meu coração do que o Cadu e a Mari.

Uma das coisas mais legais do livro foi justamente o fato de nos trazer alguns questionamentos em relação às inseguranças femininas. O enredo e a personagem nos mostram que devemos valorizar quem realmente somos, pois o que nos torna únicas e maravilhosas são as nossas peculiaridades. Devemos ser felizes e orgulhosas de quem nós somos, da forma como nós somos.


Cadu e Mari é um livro encantador, que preenche o seu coração de amor e que te deixa mais leve. Acima de tudo, é um livro que mostra que o amor pode estar mais próximo do que imaginamos, mas que o caminho até ele é cheio de obstáculos e que precisamos ser perseverantes para alcançá-lo. 

Classificação: 3.5 estrelas