Clube do Livro Estripulias Literárias


Não existe nada melhor do que ler um bom livro e encontrar alguém para debatê-lo com você. E, quando se mora no Nordeste, as oportunidades desses encontros são ainda mais incríveis, já que ainda não temos uma agenda de eventos fixa e tão intensa quanto aquela que existe para a galera que mora no Sudeste do país.

Por isso, pensando em fortalecer não só o público-leitor de Fortaleza, mas também em conhecer mais apaixonados por livros nacionais e internacionais, fazer novas amizades e alavancar os grupos e perfis literários cearenses, o Clube do Livro Estripulias Literárias nasceu, nesse ano de 2018, a partir de uma iniciativa do perfil @marcadoresliterarios e @livroincena.
  

Nossos encontros são mensais e cheio de pessoas incríveis e que amam esse universo literário. Enquanto muitas de nós se conheciam apenas pelas postagens nos nossos perfis literários, o Clube do Livro funcionou também para a criação de laços e de amizade no mundo real. O mais interessante é que cada uma possui uma visão e um ponto interessante a abordar sobre o livro escolhido.

Por falar nos livros escolhidos, ao longo dos nossos encontros, tivemos uma grande variedade de temáticas e de gêneros já debatidos. Desde o romance de época até a ficção científica já marcaram presença nos nossos cinco encontros desse ano. Sem falar na nossa arte, que é muito linda e que foi feita exclusivamente pela @lu.inks.

Então, se você gosta do universo da literatura, mora em Fortaleza e também adora interagir com outras pessoas incríveis e que também amam livros, fica de olho nas nossas postagens. Vou deixar o link literários dos perfis participantes.


Local do Clube do Livro: Livraria Saturno


[RESENHA] É assim que Acaba


Imagem: Ivonísio Mosca
Eu sempre escutei muito sobre a escritora Colleen Hoover, que é muito famosa pelos seus romances intensos e que arrancam lágrimas dos leitores. Já tive experiência com um dos livros dela, que foi O Lado Feio do Amor (Ugly Love), mas que não havia arrebatado o meu coração. Logo, a leitura de “É assim que Acaba” foi uma grata surpresa, além de ser uma obra necessária para todos os leitores.

A obra vai girar em todo de Lily Bloom, uma jovem de 23 anos, apaixonada por jardinagem, que se muda do Maine para Boston e que abre o seu próprio negócio: uma floricultura diferente que está conquistando os moradores da cidade grande.

O passado de Lily é repleto de cicatrizes e mágoas, principalmente em relação ao seu pai, mas isso não a impede de (tentar) seguir em frente. Após a morte do seu pai, Lily conhece Ryle Kincaid, no alto de um prédio em Boston. Neurocirurgião charmoso e bonito, a atração entre eles é gigantesca, mas nada acontece naquele encontro ocasional. O tempo passa, eles se reencontram e iniciam um relacionamento, que é posto à prova quando Atlas Corrigan, o seu primeiro amor e protetor do passado, reaparece de maneira inesperada na vida de Lily, após tantos anos distante.

O que parece o roteiro de um romance já conhecido e bastante lido nas obras, atualmente, toma formas completamente novas e inesperadas nesse enredo. Lily, Ryle e Atlas levam essa história a um outro patamar, o que me surpreendeu bastante. Afinal, “É assim que Acaba” não é uma simples história de amor, mas um relato pessoal e verdadeiro de um amor que machuca, que corrói e que nos destrói. Ele ilustra a realidade de inúmeras mulheres que têm, no seu grande amor, as pessoas que mais a machucam, por dentro e por fora.
“Imagine todas as pessoas que você conhece ao longo da vida. São muitas. Elas surgem como ondas, entrando e saindo aos poucos, dependendo da maré. Algumas são muito maiores que outras. Às vezes, as ondas trazem coisas lá do fundo do mar e as largam no litoral. Marcas nos grãos de areia que provam que as ondas estiveram lá, muito depois de a maré recuar.”
O livro é dividido em duas partes: uma baseada no passado de Lily, cujo o centro serão os episódios de violência sofridos por sua mãe, enquanto a outra se baseia no relacionamento de Lily e Ryle, nos seus desafios e atos violentos. Atlas é um personagem importante no passado de Lily, mas, no seu presente, ela toma as rédeas da situação para si, de forma que ele se torna um personagem (bem) secundário.

O livro é poderoso e cheio de “verdades nuas e cruas” sobre o que é ver, todos os dias, um relacionamento abusivo e vivenciar na pele um deles. A todo momento, somos confrontados com as reflexões de Lily e as nossas próprias meditações sobre o assunto. O pai de Lily sempre cometeu violência doméstica contra a sua mãe, o que fez de Lily uma garota decidida a nunca encarar o mesmo papel. “Ela não deixaria isso acontecer”.

Ryle demora muito a perceber, a realmente aceitar que ele é violento com Lily, de forma que sempre procura alguma desculpa, buscando assim o seu perdão e dizendo que a ama. O passado de Ryle é complicado, mas, ao longo da trama, vamos nos convencendo de que nada, nem mesmo o nosso passado, é capaz de justificar a violência pratica contra outra pessoa, especialmente a doméstica.

Lily não quer ser igual a sua mãe, mas, ao mesmo tempo, quer acreditar que Ryle não é igual ao seu pai, que todos os fatos violentos aconteceram por acidente. A sensação de que Ryle a ama é verdadeira e isso fará com que nada mais se repita, afinal, ele aprendeu com os seus erros. O que nos faz refletir bastante e enxergar, na situação de Lily, o reflexo da vida de inúmeras mulheres.

Um dos destaques da trama, com toda certeza, é Allysa, irmã de Ryle e melhor amiga de Lily, que se mostrou uma amiga verdadeira. Ela sabia que o irmão amava Lily, mas se o seu amor fosse realmente verdadeiro, ele não deixaria que isso continuasse defendendo assim que Lily não voltasse para a relação com seu irmão/agressor. Assim, nos pequenos gestos, Allysa nos mostra como o apoio, o suporte e alguém que não julgue os atos da mulher em situação de vulnerabilidade são importantes.
“Ciclos existem porque é doloroso acabar com eles. Interromper um padrão familiar é algo que requer uma quantidade astronômica de sofrimento e de coragem. Às vezes, parece mais fácil simplesmente continuar nos mesmos círculos familiares em vez de enfrentar o medo de saltar e talvez não fazer uma boa aterrissagem.” 
Para mim, uma das personagens mais importantes de toda a trama foi a mãe de Lily, que se mostrou uma pessoa muito forte e muito importante para a filha, num momento de tanta dor. Com suas palavras doces e certeiras, ela nos fez refletir sobre os nossos limites, até onde somos capazes de aceitar e de suportar um tapa, um estupro, uma surra pelos nossos filhos e pelo matrimônio. Ela suscita questionamentos sobre o que é estar num relacionamento abusivo, que é repleto de tentativas e recomeços frustrados.

Muitas coisas acontecem ao longo da trama, sendo cada uma fundamental para o seu desfecho e para ajudar Lily a tomar decisões tão sérias e necessárias. É preciso ler a obra de coração e mente aberta, pois só assim sentiremos tudo o que Collen nos propõe. É pessoal, é íntimo, é destruidor, mas também é poderoso.

"É assim que acaba" é uma obra necessária e dolorosa de se ler, principalmente quando encaramos essa realidade, todos os dias, em vários lares. Uma obra sobre o amor em várias formas, em várias intensidades. Um sentimento que nos engrandece, mas também que nos destrói. Um livro que, definitivamente, te deixará com lágrimas nos olhos e forte o bastante para entender e lutar por uma realidade diferente.

Classificação: 5 estrelas (💛)


[RESENHA] Kindred-Laços de Sangue


Imagem: Ivonísio Mosca 
Depois de muito tempo sem postar, por conta das atividades acadêmicas, venho com a resenha de um livro incrível, que me fez sair da minha zona de conforto e que me confrontou com muitas reflexões importantes e necessárias. Sim, estamos falando de Kindred-Laços de Sangue, da escritora Octavia E. Butler, e que foi lançado pela Editora Morro Branco (uma edição linda, por sinal).

Kindred-Laços de Sangue nos apresenta a história de Dana, uma mulher de 26 anos, escritora e que acabou de se mudar para uma casa própria com seu marido, Kevin. Enquanto desarruma as caixas repletas de pertences, Dana começa a sentir uma tontura intensa, de maneira que o mundo a sua volta começa a desaparecer. Quando desperta, Dana não está mais em sua casa, mas em um descampado próximo a um lago, onde um menino ruivo está se afogando. Esse é o 1° chamado de Rufus.

Logo que consegue salvar o menino ruivo e desconhecido, Dana se vê sob a mira de uma espingarda, o que a faz voltar para a sua casa (literalmente!). E, ao retornar, ela percebe que o que durou alguns minutos para si passou em fração de segundos para Kevin, que havia ficado do outro lado do tempo corrente.

E o que parecia impossível realmente começa a acontecer com Dana: ela consegue viajar no tempo, mais especificamente para o ano de 1819. O que não seria nenhum problema, se a protagonista não estivesse viajando para o Sul Escravocrata dos EUA, em um momento pré-guerra, sendo ela mulher e negra.
“Comecei a escrever sobre poder, porque era algo que eu tinha muito pouco.”
O livro é dividido em 8 partes, que são fundamentais para ilustrar a trama, as viagens no tempo realizadas por Dana, as transformações que cada viagem causará em nossa protagonista, assim como nos demais personagens. Porque uma coisa é fato: há entre Dana e Rufus uma ligação importantíssima e fundamental para a existência dos dois.

A trama é repleta de personagens, cada qual com o seu grau de relevância e atuação no desenrolar da saga de Dana e de todos que vivem na fazenda de Tom Welyn, o pai de Rufus. Com destaque, vamos encontrar Dana (personagem central da história), Kevin (o marido branco de Dana), Rufus (filho do senhor de escravos e ancestral de Dana), Alice (negra, escrava e ancestral de Dana), Tom Welyn (dono da fazenda) e Tia Sarah (a cozinheira/governanta da fazenda).

Não é possível enumerar as qualidades e os defeitos de cada personagem, pois as cenas e os capítulos falam por si só. Eles nos conduzem aos sentimentos ali compartilhados de maneira crua e intensa, sem nenhuma ressalva. Mais do que uma história sobre viagem no tempo, Kindred-Laços de Sangue é uma trama sobre a escravidão sem nada romanceado. É pura, é verdadeira e é dolorosa.
“Às vezes, eu escrevia coisas porque não conseguia dizê-las, não conseguia entender meus sentimentos em relação a elas, não conseguia mantê-las presas dentro de mim. Era um tipo de escrita que eu sempre destruía depois”. 
O que torna a obra de Octavia E. Butler tão importante e incrível? Ela dá voz a uma classe submissa, que viveu durante muito tempo à margem, que foi crucial para a manutenção das grandes sociedades, mas que nunca recebeu o seu devido valor. Ela nos faz questionar o preconceito, a submissão, o ódio, as questões de gênero, a miséria da alma humana e da moral não apenas nas relações branco-negro, mas também negro-negro. Na sociedade como um todo.

Gostaria aqui de elencar alguns momentos que me fizeram refletir bastante:

Eram entregues bíblias com leituras e parábolas que buscavam disciplinar os negros diante dos brancos, de forma que aqueles fossem obedientes a estes. Assim, a escravidão encontrava legitimidade em vários setores, principalmente na Igreja, não se restringindo apenas ao âmbito legal. 

Dana é uma mulher do século XX, escritora, letrada e dona de si. Quando ela surge no mundo de Rufus e Tom Welyn, acaba se tornando um perigo ambulante para a classe dominante dali, afinal ela era “uma preta médica, preta que lê, preta educada, preta branca”. Os negros que liam desempenhavam um papel de perigo para os senhores de escravos, afinal, os brancos dominavam pela lei e pela força, mas não pela intelectualidade. Havia ainda uma espécie de repressão dos próprios negros escravos, que viam tal educação e cometimento como uma forma de concordância com o que era realizado contra eles.

3   O personagem de Rufus irá nutrir amor por uma das suas escravas, Alice, o que acaba sendo inaceitável para ele próprio. Ao longo das páginas, vamos percebendo a violência, as relações abusivas e os estupros que eram cometidos por brancos contra as mulheres negras e escravas. As relações de ódio e violência eram permitidas e, até mesmo, consideradas adequadas, mas o amor era visto como algo repulsivo, a ser escondido e reprimido.

Kindred-Laços de Sangue não é um livro limitado apenas aos Estados Unidos, mas que reflete o mundo na sua totalidade. Ele nos faz refletir sobre a falsa democracia racial que vivenciamos no Brasil, no ano em que completamos 130 anos do fim da escravidão, através da Lei Áurea. Ele suscita questionamentos abolicionistas em um momento em que a escravidão não é mais legalizada, mas amplamente enraizada em nossa cultura.

Kindred-Laços de Sangue é um livro cru, intenso e que deixa de lado a visão romântica da escravidão. Ele nos permite sentir, em sua intensidade, a dor, o medo e os anseios de pessoas que sofreram e que foram deixadas à margem, na nossa sociedade. Dana e Kevin, em sua jornada no universo de Rufus, suscitam questionamentos necessários e fundamentais para que consigamos enxergar o pior da humanidade. Algo que transcende os laços de sangue.  


Classificação: 5 estrelas (💛)

[RESENHA] Razão e Sentimento

Oi, Pessoal, tudo bem?

Conforme vocês devem estar percebendo, estou vivendo uma vibe muito Jane Austen, pois recentemente fiz uma resenha do livro Emma, da mesma escritora. Confesso que da autora eu só havia lido o clássico e famoso “Orgulho e Preconceito”, que gira em torno da relação de Mr. Darcy e Elizabeth Bennet. Apesar disso, sempre tive a curiosidade de conhecer as suas demais protagonistas e os seus célebres enredos, que a fizeram uma escritora atemporal e muito importante.


O livro da vez é Razão e Sentimento, que foi o primeiro livro publicado anonimamente por Jane Austen, em 1811, sendo ele popularmente conhecido como Razão e Sensibilidade. A obra vai girar em torno da vida e dos percalços da Família Dashwood, com especial direcionamento para as irmãs mais velhas da família: Elinor e Marianne.

Em Razão e Sentimento, já adentramos na obra reconhecendo como a mulher possuía um papel secundário, na sociedade da época, visto que ambas descendem do seu falecido pai, mas é para o meio-irmão homem a quem a fortuna se direciona. Logo, com a morte do seu genitor, as mulheres da família Dashwood, a mãe e suas três filhas, passam a ter uma fortuna consideravelmente reduzida e acabam por se mudar para Barton Cottage, um chalé diminuto e aconchegante próximo a Barton Park.

Ainda que a Família Dashwood residente no aconchegante chalé seja formada pela Sra. Dashwood, a mãe, e por suas três filhas, Elinor, Marianne e Margaret, será em torno das duas irmãs mais velhas que a história girará os seguintes desdobramentos do livro. Quando conhecemos as irmãs e os seus temperamentos, logo percebemos que, definitivamente, Elinor representa a razão, enquanto Marianne ilustra bem o sentimento/sensibilidade.

“Não são o tempo nem a oportunidade que determinam a confiança, só a índole o faz. Para algumas pessoas, sete anos não seriam suficientes para solidificar uma amizade, ao passo que, para outras, bastam apenas sete dias.”
Ambas possuem temperamentos distintos e, muitas vezes, antagônicos, pois enquanto Elinor é a fortaleza, nos momentos de tempestade, e a tudo resolve com sensatez, lógica e coerência, Marianne é um verdadeiro vulcão prestes a vivenciar uma erupção. Tal jovem sente tudo intensamente, desde a dor até o amor, e serão essas emoções à flor da pele de Marianne que darão fôlego e agitação aos capítulos seguintes.

A partir do momento que chegam a Barton Cottage, as mulheres da Família Dashwood encontrarão um novo estilo de vizinhança, que possui um estilo rígido quanto às convenções sociais, mas também se depararão com demasiada cortesia por parte da família que propiciou a vinda das damas para o chalé, principalmente no que se refere ao Sir John e a sua sogra, que também são dois intrometidos e casamenteiros.

Ali, nesse novo ambiente e com as lembranças da sua antiga residência, as duas irão vivenciar as desilusões e as desventuras daqueles que buscam encontrar o amor. E, após essa leitura, confesso que foram muitos obstáculos até que tais percalços fossem superados. São muitas reviravoltas!
“Marianne Dashwood havia nascido para um extraordinário destino. Nascera para descobrir a falsidade de suas próprias opiniões e para contrariar, pela sua conduta, suas máximas favoritas.”
Enquanto Emma é um livro mais retilíneo e sem tantas reviravoltas, Razão e Sentimento é um livro que possui vários personagens interligados e cheio de reviravoltas, principalmente do meio para o fim. São muitas personagens femininas aqui presentes e cada uma esbanja um diferente jeito de ser e de sentir. Temos personagens aqui frívolas, inteligentes, intrometidas, emotivas e muito astutas. O mundo aqui gira em torno das mulheres e do que acontece com elas, ainda que a sociedade a colocassem para escanteio, no jogo das convenções sociais.

Jane Austen consegue abordar de forma sutil, na maioria das vezes, de forma irônica inúmeros aspectos presentes nas relações sociais daquela época. Não só a questão da divisão hereditária está em jogo, mas também a forma como os casamentos vantajosos ocorriam e os seus desdobramentos para com aqueles que teriam que viver juntos até o último suspiro. Muitas vezes, não faltava apenas sentimento, mas também respeito do homem em relação a sua mulher, que era escolhida por ser um rosto bonito e não por ter um grau intelectual elevado.

Uma das coisas que mais me agradou e mais me chamou atenção foi o fato de Jane colocar em xeque, por meio da personagem de Marianne, as nossas maiores certezas. É comum sempre defendermos as nossas opiniões e acharmos difícil um dia mudá-las, de forma que julgamos friamente os outros que se contrapõem aos nossos ideais. Mas a verdade é que a vida e as pessoas estão aí para provar que é possível mudar e que, às vezes, os nossos julgamentos são errôneos.

Das duas irmãs, eu definitivamente me identifiquei mais com Elinor, por sempre pensar muito sobre o caráter das pessoas e por sempre buscar a coerência dos argumentos alheios, mas confesso que o livro seria um pouco mais cinza se a intensidade de Marianne não existisse. Ambas nos mostram que, para persistirmos na vida, é necessário ter uma boa dosagem da razão e da sensibilidade, pois só assim teremos força o suficiente para seguir. É preciso ter resiliência.

Razão e Sentimento é um livro que fará você torcer muito pela felicidade das duas personagens principais, que te ensinarão o valor de ter resiliência e de dosar bem os seus sentimentos, além de que despertarão vários questionamentos sobre o papel da mulher, na sociedade da época.


Classificação: 5 estrelas 

The Crown & When Calls The Heart

Oi, Pessoal, tudo bem?

A postagem de hoje está indiretamente ligada ao Universo dos Livros, mas vai abordar duas das minhas séries favoritas de todos os tempos. Eu não costumo acompanhar muitas séries, no Netflix, mas como sou completamente apaixonada pela Família Real, fiquei simplesmente viciada na série The Crown.

Por outro lado, também gosto de série com muito romance e também como muitas reflexões, por isso segui a indicação da minha amiga Alessandra, do Blog Estante da Ale, e também fui conquistada por When Calls The Heart. Por isso, resolvi compartilhar essas duas séries com vocês e as suas respectivas origens.

1.   The Crown (2016)


A série The Crown é baseada na vida da Rainha Elizabeth II, desde o momento da morte do seu pai, o Rei George VI, seguindo assim o curso natural dos acontecimentos do seu reinado até então. A série, que possui um dos orçamentos mais caros da Netflix, intercala os momentos atuais retratados com vários flashbacks da infância, dos ensinamentos do seu pai e do seu passado da Rainha Elizabeth II. Vários momentos importantes para a vida pessoal e para o reinado de Elizabeth são aqui retratados, com maestria e fluidez.

Se a 1º temporada foi focada na construção da vida pessoal de Elizabeth e Phillip como casados, assim como dos seus passos e do seu aprendizado como Rainha, a 2º temporada vem muito mais eletrizante, pois temos vários compromissos oficiais, inúmeros obstáculos para a mulher/rainha Elizabeth, além de que conta com vário novos personagens.

O que mais me atrai na série, além de falar sobre a monarquia e a realeza, é o fato de que ela consegue abordar o lado mais profundo e mais psicológico dos personagens, saindo da mera superfície e daquilo que a mídia apresenta. Além disso, por mais licença poética que se tenha, os fatos ali exibidos são verídicos e nos mostram o crescimento da sua monarca e da Grã-Bretanha. Além disso, o figuro e a fotografia são impecáveis, além da excelente escolha dos atores.

Assim, a série The Crown é baseada nos fatos reais que ocorreram durante e um pouco antes também do reinado da Rainha Elizabeth. Tenho certeza que, se você é apaixonado por História, você vai AMAR essa série.

2     2.    When Calls The Heart (2014)

Enquanto The Crown é uma série mais séria, mais voltada para o público adulto e baseada em fatos reais, When Calls The Heart é uma série mais viva, mais leve, cheia de romance e com muitas reflexões, além de ser voltada para todos os públicos. Essa série é baseada numa série de livros da escritora Janette Oke e a série é muito apaixonante e viciante, você não vai parar de assistir, ainda que ela tenha alguns pontos distintos do livro.

A série se passa nos Anos de 1800, quando Elizabeth Tatcher, uma rica dama e apaixonada professora, vai para uma pequena comunidade no Oeste, para ser a professora do colégio. Lá, ela vai encontrar uma comunidade que foi, recentemente, assombrada com um acidente na mina, que acabou matando vários mineiros e deixando várias crianças órfãs.

Quando chega à pequena cidade, Elizabeth se vê diante de uma série situações até então inusitadas e que serão muito importantes para o seu crescimento emocional e profissional. A nossa protagonista tem um apaixonante coração e vai conquistando uma maturidade necessária para ela.

Durante esse período, Elizabeth vai conhecer o Policial Jack, que vem para cuidar da segurança da cidade e que vai virar de ponta a cabeça o coração da nossa protagonista. Jack é seguro de si e dos seus ideais, além de que vai bater de frente algumas vezes com Elizabeth, o que fará com que o sentimento cresça ainda mais rápido e forte entre eles.

Temos vários personagens importantes e cativantes, na série, e o que não vai faltar nela é história com muitas reflexões. Ainda que tenhamos momentos emocionantes, a série nos deixa leves e com aquela pontinha de esperança de que o amanhã sempre nos reserva boas surpresas.


Você não pode deixar de conferir essas duas séries! Conta aqui o que você achou delas e se já assistiu alguma!